A grave crise econômica e a falta de articulação política
O governo Michel Temer e o vácuo politico na promoção do crescimento econômico
O século XX nos ensinou que os estados nacionais têm papel importante na dinâmica de suas economias. Em que pese as diferentes matrizes ideológicas e teóricas, todas concordam que os Estados têm relevância nas politicas públicas.
A Ciência Política nas últimas décadas se debruçou em compreender o papel do Estado, isto é, as suas políticas públicas e os seus efeitos na sociedade. Os Estados nacionais possuem politicas econômicas (fiscal, monetária, cambial) para ditar os rumos econômicos, bem como estímulos de crescimento pela demanda (vide os ensinamentos do Keynes).
Após Michel Temer assumir a Presidência por meio de um Golpe de Estado, o Brasil passa por uma situação inusitada. Sem legitimidade eleitoral para conduzir mudanças, refém de um Congresso o qual o colocou no poder e sem ter clareza das prioridades politicas o Brasil vai retrocedendo em diversas políticas públicas que tiraram o Brasil do mapa da miséria (ver maiores informações aqui).
Os índices de desemprego já beiram em torno de 12%, não há sinais de que haverá melhorias em setores estratégicos da economia. Além disso, o governo Temer aponta que os trabalhadores podem pagar pela conta da crise econômica.
Na política econômica o governo necessariamente tem que escolher qual segmento da sociedade terá prioridade. Temer e seu grupo que assume o poder de forma interina dificilmente terão como prioridade os trabalhadores, haja vista que não passaram pelo sufrágio universal. Por isto os seus principais auxiliares falam em medidas "amargas", isto é, impopulares.
Passados em torno de 3 meses de governo interino, Michel Temer não mostra a que veio, seu argumento é que está esperando o impeachment definitivo de Dilma Roussef, que será votado no senado no mês de agosto.
A ausência de uma diretriz econômica está levando a opinião pública a começar a questionar o governo interino, inclusive setores médios urbanos que pediam a queda de Dilma. O Brasil vive um dos momentos mais delicados desde a redemocratização.
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